terça-feira, maio 29, 2007

o poder do vidro

É impressão minha, ou as pessoas ficam intimidadas com os vidros? Bom, assim nem faz muito sentido, por isso vamos lá esclarecer: Imaginem duas pessoas a falar uma com a outra. Até aqui normal...agora experimentem colocar um vidro no meio delas. Começam logo a gesticular as mãos, baixam a voz em vez de berrarem e a figura...bem, essa é de urso. Será que a pessoa que baixa a voz pensa que está a enganar a outra? "ah, tenho um vidro à frente, vou só mexer a boca, e pronunciar palavras muito lentamente". Se colocassemos um bocado de madeira no meio da conversa, as duas pessoas desatavam aos berros para conseguirem comunicar...com o vidro não acontece! O vidro intimida. Me jane, tu Tarzan.

segunda-feira, maio 28, 2007

gelatina no tacho

Sou uma daquelas pessoas que normalmente gosta de comer tudo, e nunca fui esquisito com comida, nem nunca rejeitei nada da infantilóide roda dos alimentos. Mas há algo que me ultrapassa...porque razão é que os nossos pais têm uma paixão por coisas nojentas a nível gastronómico? É rara ou nenhuma a vez que torcem o nariz a alguma coisa! E como se não bastasse, adoram esses pequenos nojos, o que nos faz mais confusão. Eles é mãozinha de vaca, ovas cozidas, ensopado de enguias, e o meu preferido de todos: cabeça de peixe cozido! Como é que alguém vai aos céus a chupar uma cabeça de peixe, cheia de miolos moles, olhos brancos e outras partes gelatinosas? Talheres para o lado, arregaçam a manguinha e cá vai disto. O festim começa: abrem o cranio, sugam líquido e muco de vários orifícios, mastigam miolos, lambem gelatina, etc etc etc. Uma verdadeira cena tirada de um filme do Indiana Jones. O verdadeiro confronto de gerações sem dúvida.

sexta-feira, maio 25, 2007

cagadelas célebres

A questão com que me defronto hoje é esta: Será que as celebridades cagam? E quando falo em celebridades falo naquelas a sério, e não das outras feitas em três tempos, em programas feitos em três tempos de canais feitos em três tempos. Não consigo imaginar o Jack Nicholson a evacuar. Elvis Presley,Johnny Depp, Billy Corgan, David Bowie...esses não fazem deslizar nada, de certeza! E se homens já é difícil, reparem nas mulheres. Cameron Diaz, Lilly Allen, Fiona Apple, Audrey Tautou entre muitas outras, não empurram o cocó para fora! Uma coisa é certa, as celebridades evaporam merda e este post é ridículo.

terça-feira, maio 22, 2007

adeus formiga

Ontem estava no comboio, à espera que este desse o apito final, quando me deparei com uma formiga no banco da frente. Estava sozinha, desorientada e perdida. Lá me coloquei no papel desta e pensei: " Estou feita ao bife". Imaginem o que ela vai ter de andar para sair do comboio..eu acho uma tarefa impossivel. Descer o banco, conseguir ir até à porta, com sorte esta está aberta, consegue descer até aos carris e depois logo se vê. Tenho a certeza de que não vai voltar a ver a familia, e tenho a certeza de que ela vai morrer antes de chegar aos carris. Triste fado o da formiga, que foi parar dentro do comboio sem saber muito bem como. Um bem haja a ti formiga, pode ser que hoje te veja...esborrachada contra o vidro.

sexta-feira, abril 20, 2007

terça-feira, abril 17, 2007

o Xavier

quarta-feira, março 07, 2007

mostarda no nariz

Existem lugares que reconhecemos mal os cheiramos. Um dos meus preferidos: as mercearias! Aquele cheirinho de especiarias misturado com pãozinho quente acabado de sair do forno, ainda um leve aroma a bacalhau, e por vezes um travozinho a detergentes ou cadernos de duas linhas da escola primária, ainda por abrir. Um mundo onde abundam cheiros e que criam um tão especial. Outro cheiro que nos revela o lugar, mas que não sou grande adepto, é o cheiro do talho. Mal passamos por aquelas cortinhas de plástico (que costumam ter um porco desenhado), e levamos logo com um chapadão de aroma a carne. Carne de bovinos,caprinos, ovinos e suínos mortos e em pedaços, entram de uma maneira tão violenta pelas nossas narinas que nem temos dúvidas: é o talho. Um cheiro violento, mas mesmo daqueles hardcore, é o dos "pseudo-lavabos" das tascas. Neste universo o cheirinho a urina é rei, sempre o foi! Urina por vezes centenária, está salpicada nas paredes e sempre "entornada" no chão. O segredo é colocar o nariz dentro da t-shirt e ficar o menos tempo possível lá dentro. De volta aos bons aromas: é Domingo, estamos na cama até tarde e é então que um tentáculo de fumo branco nos invade o quarto e nos acorda...o que será? É ele...o grande cheiro, aliás O cheiro! O aroma! O verdadeiro orgasmo aromático!O grande...REFUGADO DO ALMOÇO DE DOMINGO!!! Cenouras, cebolas, pimentos, azeite e afins, todos eles dançam felizes dentro do tacho! Um bem haja aromático camaradas!

quinta-feira, março 01, 2007

dor

Hoje escrevo sobre dor. Não, não é um post com altos níveis depressivos, pelo contrário. É sobre estar vivo e utilizar a dor para comprovar tal facto. Existem momentos em que precisamos de libertar ira acumulada, sentimentos que nos apertam o pescoço, e palavras que estão presas. Uma dica: violência em nós próprios. Não se trata de andar ao murro e à cabeçada ao vizinho, mas sim a nós! À nossa pessoa. É um excelente anti-stress, falo por experiência própria. O mais recente acto de violência que apliquei em mim, foi num jardim, onde existem arbustos. Objectivo: Correr direito aos arbustos, e tentar saltar por cima deles. Têm grandes probabilidades de ficarem arranhados (devido aos ramos), de ganharem umas nódoas negras nas canelas, cotovelos e joelhos, ou se a queda for maior podem mesmo ficar à rasca dos músculos e ossos! Derrotados, suados, falhados, maltratados e cansados vão ser os adjectivos colados à nossa testa! O stress nesta altura já passou a vossa fronteira pessoal e basta agora recuperar das mazelas. Existem inúmeros actos de auto-violência com que se podem divertir (aconselho no Verão mergulharem numa piscina e darem "chapas". O vosso corpo vai ficar bem vermelho). Nota: Os actos de auto-violência acompanhados de uma boa dosagem de álcool vão ser bem mais divertidos! Caso não gostem muito de maltratar o vosso corpo por fora...bem, nesse caso abram uma garrafa de vinho, liguem a aparelhagem,e ponham o Sr. Jim Morrison a cantar...

"Show me the way
To the next whiskey bar
Oh, don't ask why
Oh, don't ask why
For if we don't find
The next whiskey bar
I tell you we must die"

terça-feira, janeiro 30, 2007

maldita naftalina

Após uma pausa de quase dois meses sem escrever nada aqui, cá estou eu para vos fazer perder tempo com coisas ridiculas. Antes de mais quero desejar um bom natal atrasado e boas entradas atrasadas a todos os visitantes deste site...ou seja, eu, a minha mãe, e todos aqueles que carregaram ali em cima no "next blog" e aterraram aqui. Não tenho nada de interessante para contar, por isso vou relatar aqui duas histórias passadas com a minha pessoa.

A primeira é já um clássico: "O ataque do pombo". Cena: Cais do Sodré, 10 minutos para as 8h (mais coisa menos coisa), um frio daqueles que congela qualquer extremidade do corpo. As portas do comboio abrem, mãos dentro do casaco e lá vou eu. Centenas de pessoas marcham apertadas, afinal é hora de ponta. Estou quase na saída, o barulho é caótico, ensurdecedor, mas mesmo assim consigo ouvir algo a aproximar-se. O meu sensor aranha avisa-me que algo está muito perto...perto demais. A reacção foi olhar para o lado. Quando me apercebi já era tarde, tinha levado com um pombo na cara e este tentava bater as asas para sair dali. Choque, repugnância e impotência frente ao sucedido. O pombo seguiu o seu caminho, eu segui o meu. Nunca mais fui o mesmo.

A segunda, mais recente: "o ataque do vidro". Cena: comboio da linha de Cascais, a meio de uma tarde quente. Estou sentado, e à minha frente está um amigo, com o qual faço conversa. Esta começa a esgotar-se e é então que resolvo puxar de um assunto, mas algo interrompe-me. Alguma coisa está a bater nos vidros, e aproxima-se. Calo-me, e tento perceber o que se passa lá fora. É neste momento que passa um comboio no sentido oposto, com algo preso (um ferro talvez), que vai riscando todos os vidros do meu comboio...quando chega à minha janela não tem mais nada: Parte o vidro em milhões de bocadinhos, que são projectados para cima de mim. Sacudi o cabelo, tinha pontinhas vermelhas de sangue nos braços e sentia os vidrinhos colados nas minhas costas e pescoço. As pessoas ficaram chocadas, perguntaram se estavamos bem (sim, desta vez tive a companhia do meu compincha) e atrás de nós apareceu o Sr. Revisor aka Pica. -"Estão bem? Não se aleijaram?" nós-"O vidro partiu e ficamos cobertos de vidros...nada de grave" Sr. Revisor aka Pica - "Ah, está bem....então vão para a outra carruagem". Fim.

Estão relatadas duas histórias. Já desenferrugei os dedos. Moral das histórias: Há coisas fantásticas não há?

terça-feira, dezembro 05, 2006

adoptar netos

Há quem faça filhos, há quem os compre, há quem os roube, há quem os mate e há quem os adopte. Para os adoptar é preciso ir lá à “loja dos filhos” e trazer um. Com sorte talvez tenham promoções para o Natal. Leve dois orfãos, receba um de borla...ranhoso! Bem, mas a questão que me anda a moer o juizo durante esta semana é a seguinte: Porque é que só se podem adoptar filhos? Não se pode adoptar um neto? Ou um sobrinho? Porque é que temos de adoptar filhos! Imaginemos um casal, com três lindos meninos. Estes cresceram, mas para desilusão dos pais, não tiveram filhos! Isto porque um era infértil, outro era homosexual e o terceiro...morreu. Todas as hipoteses deste casal (agora já velhinho), de terem netos, foram por água abaixo! Solução? Adoptar um neto! Não é fácil? Se é possível adoptar um filho, acho que devia ser possível adoptar um neto! Vamos tornar velhinhos felizes e com netos! Jesus é uma cebola!

quarta-feira, novembro 15, 2006

este dia está azedo

Nem todos os dias podem ser bons e agradáveis, e existem dias que nos correm mal do principio ao fim. Sentimo-nos em baixo, depressivos, revoltados e ansiosos que o dia acabe depressa. A situação repete-se várias vezes por mês ou semana, e é por isso que acho que se deveria criar uma instituição onde pudessemos trocar os dias maus por dias bons! Centro de Reclamação e Troca de Dias Maus, o CRTDM. O dia correu-lhe mal? Não desespere, pode trocá-lo por outro! Ainda não pensei muito bem se haveria algum tipo de pagamento...poderia funcionar por pontos, não sei. E só os dias uteis é que poderiam ser trocados (férias e feriados não incluidos). Imaginem que saiam de casa, apanhavam chuva, perdiam o comboio por 4 segundos, um transeunte espirráva-vos em cima, eram assaltados, o trabalho corria-vos mal, entre muitos outros possíveis azares. Não tinham que se preocupar, dirigiam-se ao CRTDM e pediam o vosso dia novamente! Era trocado imediatamente. Mais um dia na vossa vida! Ou então é mais uma ideia assim assim. Cheira a faneca.

quarta-feira, novembro 08, 2006

a alheta

Se existe sítio que eu gostava de visitar é a Alheta. Estou sempre a dizer que vou lá, mas aqui entre nós ainda não realizei tal sonho. Agora que me debruço sobre o assunto, a Alheta deve ser um lugar bastante agradável, com um clima excelente para passar férias ou quem sabe cinco minutos apenas. Oiço dizer: “bem, vou-me por na Alheta, até amanhã”....hmmm, neste caso não é uma questão de férias, mas uma passagem rápida, logo a Alheta está mais perto do que pensávamos! Mas também há quem diga: “Quero é acabar os estudos, arranjar trabalho e por-me na Alheta!”. Aqui a Alheta ganha força...há quem queira chegar à Alheta e o mais rápido possível! Será essa a nossa missão na vida? Será esse o sentido da vida? Chegar à Alheta? Sinceramente não acredito...os que vão, voltam logo, e os que dizem que vão para sempre estão sempre cá, logo se foram, não ficaram...confuso? Além disso se fossemos todos parar à Alheta, este lugar seria pior que Tóquio, Nova Iorque, São Paulo ou até mesmo Amadora! Seria uma enorme concentração de pessoas! Se assim for nunca quero passar pela Alheta. Um bem haja aos Alhetenses e ao seu turismo.

sexta-feira, novembro 03, 2006

poesia rápida e barata

E lá estava eu...deitado, a perder-me na imensidão do espaço
Tu apareceste...olhaste-me, e depois dum sorriso veio o abraço
Apertei-te com força...a saudade era muita, o sentimento era estranho...
Foi então que me apercebi, não eras tu...era um sonho.

Silêncio, tédio e revolta...os três inimigos esmagam-me sem qualquer aviso
Sem forças acabo por chorar, como se me doesse o dente do siso
A esperança ou salvação não está em caramelos ou figos...
A esperança e a salvação está nos verdadeiros amigos!

Magoaste-me o dispositivo que me bombeia o sangue
Feriste-me por dentro...e por fora
Tenho uma faca espetada e só espero que esta merda estanque
Ou é desta que eu bato a bota e me vou embora...

As lágrimas saem como se não parasse de chover
Preciso de uma arma...ou à falta de coragem duma bebedeira
Preciso de berrar, desabafar, gritar e sofrer
Preciso de amigos..preciso de Casal da Eira

Atiram-me com palavras que não mereço
Rotulam-me com nomes que desconheço
Ouvi-los seria matar a minha identidade
Cresçam, apareçam, larguem a puberdade...

Espanco-te meu amor
Porque é o que mereces
Alimentaste esta dor
E agora estremeces...

Convidei-te para este sitio, tão especial para nós
Senta-te, olha agora o por do sol...
Puxei o gatilho da arma do Mós
PUM!....já só existo eu..eu e o por do sol

Penetro-te como se não houvesse amanhã
Eu gemo e tu gritas como uma atrasada
Resolvo tapar-te a cara com uma almofada
Calas-te...parece mesmo que não existe amanhã.

quarta-feira, outubro 11, 2006

macacos do nariz

O nosso corpo é uma máquina extremamente bem desenvolvida, mas apesar disso temos de lidar todos os dias com matérias menos bonitas, nomeadamente as fezes, a urina, a saliva, a especturação e...os macacos. A dúvida de hoje debruça-se sobre esse aglumerado de sujidade entranhado nas nossas fossas nasais e pendurado nos pelos das mesmas. Os macacos não têm um nome mais sério? Algo mais credível? Todas as outras têm : fezes-merda / urina-mijo / saliva-cuspo / especturação-escarreta. Porque razão os macacos não têm direito a um nome mais profissional e científico? Eles são macacos porque estão pendurados lá dentro certo? Então se calhar deveriam ser chamados de “primatas nasais” ou “símios nasais”. Qualquer coisa menos macacos do nariz. Eles também têm direito a um nome bonitinho! A luta continua! Eu tiro primatas nasais com o dedo e só depois é que colo ao papel.

segunda-feira, outubro 09, 2006

sexta-feira, outubro 06, 2006

a minha colecção

Finalmente resolvi mostrar ao mundo a minha colecção de unhas. Unhas de vários dedos, das mãos ou dos pés, unhas de amigos, unhas de familiares, e muitas unhas minhas. Unhas para ali e unhas para aqui. Unhas pintadas, unhas cagadas, unhas mal cortadas e unhas encravadas. Unhas já com 8/9 anos e unhas fresquinhas cortadas hoje. Adoro a minha colecção de unhas e ela adora-me.

a menina Jorgina

Era uma vez uma menina
Extremamente aventureira
O seu nome era Jorgina
E resolveu subir a uma nespereira

Tinha tanto de maria-rapaz
Que mais parecia o vizinho João
De repente o tronco faz “trazzz”
Lá caiu ela com os cornos no chão

Jorgina berrou e chorou
Mas rapidamente limpou as lágrimas
Lá se levantou e gritou:
“Sou uma mulher de armas!”

Forte e confiante
Encheu o peito de ar
Deu um passo em frente
E ouviu algo a activar

Uns segundos depois
Deu-se uma grande explosão
Jorgina estava desfeita em 24 ou em 22
Pois tinha pisado uma mina no chão

terça-feira, outubro 03, 2006

wash & clean

A vontade de ir à casa de banho aparece quando menos esperamos, ou quando nos dá menos jeito. Foi em plena aula que me deu a vontade e eis que surge a grande questão: O que siginifica w.c? As tentativas iam sendo atiradas ao ar. A primeira que me surgiu foi Wash & Clean. Fazia sentido, mas não tinha certezas. Optei então por um caminho mais religioso...a.C (antes de Cristo), d.C (depois de Cristo)... w.C (wow!Christ!), no sentido de fazer esforço em demasia para “algo cair”. Hmmm, definitivamente não era esta a resposta. Isto não é assunto para deixar a meio e resolvi procurar numa coisa chamada internet. Eis o resultado desta cof intensiva cof pesquisa:

“WC pode significar:
(do inglês water closet, "armário da água") para Vaso sanitário / Sanita.“


É claro que fiquei surpreendido por tamanha estupidez. Water Closet? Já me estou a imaginar a abrir o armário e toma lá urina! Por este andar lavava as mãos e os dentes na gaveta das meias, e os pés na gaveta das t-shirts! E claro, que num wc existem sempre problemas de saneamento, logo o sr. canalizador tinha de entrar em acção e desentupir-me a “merda da gaveta” das camisolas! Bom, com isto tudo proponho que o significado de w.c seja alterado! A minha hipótese (Wash & Clean) faz mais sentido e só assim teremos um futuro promissor neste universo sanitário! Um bem haja bem cheirosinho.

quinta-feira, setembro 14, 2006

cheira a enchidos

A pedido de muitas familias cá estou eu para mais um post parvo. Cá vai. Quando arrotamos cheira a chouriço. Depois de um almoço, o nosso corpinho tem necessidade de expulsar gases e afins...logo o arroto ou o peido tornam-se hábitos diários. O interessante nisto tudo é que o arroto cheira sempre a chouriço, independentemente de termos almoçado carne, peixe, azevias ou hortaliça. O cheiro que vem cá de dentro é de chouriço (há quem o defina como bife, mas eu prefiro chouriço...salvo seja). Mas calma, esta característica do arroto não se fica por aqui. O cheiro dum arroto é algo sem escrúpulos, pois denuncia-nos a qualquer hora e lugar. Podemos estar numa aula, no comboio, no cinema, seja onde for, e até o arroto ser daqueles que mais parecem um soluço (silenciosos com um pinote da cabeça), a questão é que o cheiro denuncia-nos sempre! Segundos depois parece que estamos numa fábrica de chouriços ou numa tasca nortenha. O cheiro é intenso e não dá para disfarçar (nota: se estiverem em grupo tentem esquivar-se, pode ser que resulte; se estiverem a sós com alguém...bem, enterrem a cabeça na terra ou comecem a espumar-se da boca). Será que os pinguins arrotam a chouriço?

sexta-feira, julho 21, 2006

febre amarela

Existem certas coisas que não fazem sentido. Uma delas são as legendas amarelas. Conseguem tornar um bom filme num péssimo filme, e no entanto são só legendas. Sentamo-nos no sofá, temos as pipocas, temos a bebida, os pés estão descalços, os estores estão quase fechados, parece estar tudo pronto para o inicio do filme. Play no comando e cá vai disto! Levantamos o som para nos entregarmos totalmente ao filme e eis que este começa...o genérico é a passagem para dentro do filme, para a sua história, e desperta-nos emoções e alguma ansiedade. A música é a cereja em cima do bolo, e consegue mesmo pôr-nos com pele de galinha. Sentimo-nos bem porque definitivamente o filme promete! O genérico acaba de uma maneira subtil, aparece um personagem que resolve falar, resultando nas maravilhosas legendas amarelas...os nossos olhos contraem-se com a luminosidade da coisa, o nosso coração ameaça uma paragem cardíaca, o nosso cérebro tenta não acreditar naquilo que viu e aguardamos petrificados, suados e a engolir em seco pela próxima fala e legenda. Rapidamente ela resolve aparecer e é aqui que o sentimento de revolta misturado com frustração apodera-se de nós. Caímos como um peso morto no sofá, os nossos olhos ficam vermelhos e é dada a ordem para as lágrimas partirem. As pipocas espalham-se pelo chão, envolvendo-se com cotão e alguns pelos do gato. Uma tarde de cinema caseiro foi por água abaixo, dando lugar a uma tarde depressiva, em que a única questão que fazemos a nós próprios é: “Mas porquê?”.